Tendências em Espaços de Bem-estar
Entrevista com Mark Kovacs, fundador do Kovacs Institute
Navegar pelo panorama atual fitness significa compreender as nuances de cada mercado — e os espaços de bem-estar estão evoluindo rapidamente. É por isso que conversamos com Mark Kovacs, fundador do Kovacs Institute, uma referência em ciência do desempenho e bem-estar.
Nesta edição, Mark compartilha sua visão especializada sobre os rumos que os Espaços de Bem-Estar estão tomando, o que os operadores precisam levar em consideração e por que esse segmento está ganhando importância estratégica em todo o setor. Se o bem-estar faz parte da sua estratégia de crescimento, vale a pena dedicar seu tempo a esta conversa.
LF/HS: Olá, Mark, seja bem-vindo! Estamos muito felizes por ter você aqui. Para começar, o que nossos leitores precisam saber sobre as tendências atuais no setor de espaços de bem-estar?
MK: Obrigado — é ótimo estar aqui. Para começar, “Espaço de Bem-Estar” é um termo abrangente, e isso faz parte do seu encanto. Você os encontra em todos os lugares — desde clubes privados e clubes de campo até instalações esportivas profissionais. Mas, independentemente do ambiente, todo Espaço de Bem-Estar se divide em áreas funcionais essenciais. Começa-se sempre pelos espaços de atividade física — zonas de cardio, musculação, treinamento funcional e áreas abertas para aulas. É fundamental projetar o fluxo e a estrutura dessas zonas.
Os espaços de bem-estar de hoje, porém, vão muito além disso. Nos últimos 15 anos, assistimos ao surgimento de áreas de recuperação — pense em hidroterapia, banheiras de imersão quentes e frias ou equipamentos de alta tecnologia, como camas de luz vermelha e estimuladores musculares. Há também uma crescente inclusão de espaços de spa médico que oferecem serviços como infusões intravenosas e diagnósticos de sudorese. E, dependendo do espaço disponível e do público-alvo, alguns centros também mantêm uma zona de spa tradicional com serviços de massagem e vestiários.
Algumas instalações incluem todas as quatro zonas e outras podem se concentrar em apenas duas ou três. No fim das contas, o seu projeto depende do espaço, do uso e, acima de tudo: para quem você está construindo.
LF/HS: Por que o perfil demográfico dos usuários é a questão fundamental?
MK: Porque isso determina tudo — a distribuição do espaço, as prioridades e os investimentos. Por exemplo, um clube de lazer voltado para um público mais idoso pode dar ênfase às áreas de spa e de recuperação. O layout pode ser mais aberto e descontraído. Mas um estabelecimento urbano voltado para profissionais ocupados precisa ser altamente estruturado. Áreas menores e custos imobiliários mais elevados exigem precisão — cada centímetro conta. Em ambientes suburbanos com áreas maiores, há mais flexibilidade para desenvolver uma oferta mais ampla.
LF/HS: Como isso influencia sua abordagem ao planejamento?
MK: Meu trabalho é ajudar os operadores a planejar não apenas o presente, mas também o futuro. Eu os oriento na configuração do layout adequado para seu público e, em seguida, os coloco em contato com os fornecedores, produtos e tecnologias que fazem sentido hoje. Mas é igualmente importante garantir a preparação para o futuro. A tecnologia, os equipamentos e os benefícios vão mudar — provavelmente dentro de cinco anos. Portanto, planejar a adaptabilidade é fundamental. É aí que entra a abordagem estratégica de cima para baixo: identificar quais das quatro zonas funcionais são essenciais, como elas interagem e como evoluirão de acordo com as necessidades dos usuários, as realidades imobiliárias e as inovações do setor.
LF/HS: Você mencionou que esse movimento começou há cerca de 15 anos. O que deu início a ele?
MK: Naquela época, as academias de ginástica e os spas eram dois mundos completamente distintos. Um se dedicava ao esforço físico, o outro ao relaxamento. O que mudou? Os esportes de alto rendimento. Nos ambientes profissionais, os atletas treinavam várias horas por dia e tinham, no máximo, uma hora para se recuperar. Com o tempo, esse equilíbrio mudou à medida que pesquisas revelaram o enorme impacto da recuperação no desempenho e na longevidade. Hoje, os melhores atletas dedicam tanto tempo — ou até mais — à recuperação quanto ao treinamento.
LF/HS: E essa mudança se refletiu diretamente no seu trabalho?
MK: Com certeza. Fiz parte de um projeto com a Associação de Tênis dos Estados Unidos que ajudou a publicar um dos primeiros guias sobre recuperação para atletas. Mostramos que, se você treina de 30 a 40 horas por semana, precisa de 20 a 40 horas de recuperação apenas para recarregar as energias. Com o tempo, os estudos foram se acumulando. Por fim, até mesmo quem se exercita diariamente começou a perceber o valor disso. E nos últimos 5 a 6 anos, o foco mudou para a longevidade — melhorar a duração da saúde, não apenas a expectativa de vida. Bem-estar não se resume mais apenas a treinar intensamente. Trata-se de combinar atividade física e recuperação para viver uma vida mais saudável e longa. É para lá que os Espaços de Bem-Estar estão caminhando — e é por isso que precisam evoluir junto com a ciência.
Ainda há mais por vir do Mark
Adoramos ouvir as ideias do Mark sobre como os Espaços de Bem-Estar estão evoluindo de uma tendência para uma estratégia de longo prazo. Nas próximas edições do Super Sets, vamos nos aprofundar na sua visão sobre os desafios do planejamento, dispositivos vestíveis, integrações tecnológicas e muito mais. Fiquem ligados!
Sobre o Mark Kovacs

Um executivo com uma trajetória diversificada nas áreas de esportes, saúde, bem-estar e hotelaria, com experiência única em liderança, gestão financeira e de pessoas, tecnologia, desempenho humano, nutrição, longevidade, hidratação e ciência do esporte. Fisiologista do desempenho, especialista/consultor em tecnologia do esporte e bem-estar, diretor de alto rendimento, cientista do esporte, pesquisador, professor, autor, palestrante e treinador, com ampla experiência em cargos de liderança em algumas das maiores entidades reguladoras do esporte e empresas globais. Experiência como executivo da Fortune 50, diretor do Gatorade Sport Science Institute, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Pepsico, diretor de Formação de Treinadores e Ciência do Esporte da Associação de Tênis dos Estados Unidos, diretor sênior de Ciência do Esporte e Saúde de uma franquia da NBA, consultor de Ciência do Esporte da NCAA, além de uma trajetória diversificada como atleta de tênis campeão All-American e da NCAA, treinador renomado, administrador esportivo e cientista. O Dr. Kovacs traz uma perspectiva única para grandes projetos na área de otimização do potencial humano, longevidade, administração esportiva, coaching executivo, desenvolvimento de instalações e inovação de produtos.
Dr. Kovacs atuou como consultor da Associação de Tênis dos Estados Unidos, do Seattle Mariners, da Federação de Futebol dos EUA, da NCAA, da ATP, da WTA, da ITF, da IMG Academy, da Universidade de Harvard, da Universidade de Princeton, da LSU, da UNC, da ASU, da Ga Tech, da Clemson, da Baylor e da USC, além de ter prestado assessoria e consultoria a mais de 20 departamentos esportivos da Divisão I da NCAA em diversos aspectos da ciência do esporte, projeto de instalações, desenvolvimento de equipes de alto rendimento e redução de lesões. Ele também é consultor de diversas empresas de nutrição e hidratação, tecnologia humana, dispositivos médicos e inovação, bem como de organizações de saúde, longevidade e bem-estar.
Responsável por orçamentos de vários milhões de dólares e pela gestão de centenas de funcionários em diversas áreas, incluindo pesquisa e desenvolvimento corporativo, bem-estar, longevidade, ciência do esporte, formação de treinadores, preparação física, desempenho e análise de dados, tecnologia vestível, entre outras áreas.
Nesta edição, Mark compartilha sua visão especializada sobre os rumos que os Espaços de Bem-Estar estão tomando, o que os operadores precisam levar em consideração e por que esse segmento está ganhando importância estratégica em todo o setor. Se o bem-estar faz parte da sua estratégia de crescimento, vale a pena dedicar seu tempo a esta conversa.
LF/HS: Olá, Mark, seja bem-vindo! Estamos muito felizes por ter você aqui. Para começar, o que nossos leitores precisam saber sobre as tendências atuais no setor de espaços de bem-estar?
MK: Obrigado — é ótimo estar aqui. Para começar, “Espaço de Bem-Estar” é um termo abrangente, e isso faz parte do seu encanto. Você os encontra em todos os lugares — desde clubes privados e clubes de campo até instalações esportivas profissionais. Mas, independentemente do ambiente, todo Espaço de Bem-Estar se divide em áreas funcionais essenciais. Começa-se sempre pelos espaços de atividade física — zonas de cardio, musculação, treinamento funcional e áreas abertas para aulas. É fundamental projetar o fluxo e a estrutura dessas zonas.
Os espaços de bem-estar de hoje, porém, vão muito além disso. Nos últimos 15 anos, assistimos ao surgimento de áreas de recuperação — pense em hidroterapia, banheiras de imersão quentes e frias ou equipamentos de alta tecnologia, como camas de luz vermelha e estimuladores musculares. Há também uma crescente inclusão de espaços de spa médico que oferecem serviços como infusões intravenosas e diagnósticos de sudorese. E, dependendo do espaço disponível e do público-alvo, alguns centros também mantêm uma zona de spa tradicional com serviços de massagem e vestiários.
Algumas instalações incluem todas as quatro zonas e outras podem se concentrar em apenas duas ou três. No fim das contas, o seu projeto depende do espaço, do uso e, acima de tudo: para quem você está construindo.
LF/HS: Por que o perfil demográfico dos usuários é a questão fundamental?
MK: Porque isso determina tudo — a distribuição do espaço, as prioridades e os investimentos. Por exemplo, um clube de lazer voltado para um público mais idoso pode dar ênfase às áreas de spa e de recuperação. O layout pode ser mais aberto e descontraído. Mas um estabelecimento urbano voltado para profissionais ocupados precisa ser altamente estruturado. Áreas menores e custos imobiliários mais elevados exigem precisão — cada centímetro conta. Em ambientes suburbanos com áreas maiores, há mais flexibilidade para desenvolver uma oferta mais ampla.
LF/HS: Como isso influencia sua abordagem ao planejamento?
MK: Meu trabalho é ajudar os operadores a planejar não apenas o presente, mas também o futuro. Eu os oriento na configuração do layout adequado para seu público e, em seguida, os coloco em contato com os fornecedores, produtos e tecnologias que fazem sentido hoje. Mas é igualmente importante garantir a preparação para o futuro. A tecnologia, os equipamentos e os benefícios vão mudar — provavelmente dentro de cinco anos. Portanto, planejar a adaptabilidade é fundamental. É aí que entra a abordagem estratégica de cima para baixo: identificar quais das quatro zonas funcionais são essenciais, como elas interagem e como evoluirão de acordo com as necessidades dos usuários, as realidades imobiliárias e as inovações do setor.
LF/HS: Você mencionou que esse movimento começou há cerca de 15 anos. O que deu início a ele?
MK: Naquela época, as academias de ginástica e os spas eram dois mundos completamente distintos. Um se dedicava ao esforço físico, o outro ao relaxamento. O que mudou? Os esportes de alto rendimento. Nos ambientes profissionais, os atletas treinavam várias horas por dia e tinham, no máximo, uma hora para se recuperar. Com o tempo, esse equilíbrio mudou à medida que pesquisas revelaram o enorme impacto da recuperação no desempenho e na longevidade. Hoje, os melhores atletas dedicam tanto tempo — ou até mais — à recuperação quanto ao treinamento.
LF/HS: E essa mudança se refletiu diretamente no seu trabalho?
MK: Com certeza. Fiz parte de um projeto com a Associação de Tênis dos Estados Unidos que ajudou a publicar um dos primeiros guias sobre recuperação para atletas. Mostramos que, se você treina de 30 a 40 horas por semana, precisa de 20 a 40 horas de recuperação apenas para recarregar as energias. Com o tempo, os estudos foram se acumulando. Por fim, até mesmo quem se exercita diariamente começou a perceber o valor disso. E nos últimos 5 a 6 anos, o foco mudou para a longevidade — melhorar a duração da saúde, não apenas a expectativa de vida. Bem-estar não se resume mais apenas a treinar intensamente. Trata-se de combinar atividade física e recuperação para viver uma vida mais saudável e longa. É para lá que os Espaços de Bem-Estar estão caminhando — e é por isso que precisam evoluir junto com a ciência.
Ainda há mais por vir do Mark
Adoramos ouvir as ideias do Mark sobre como os Espaços de Bem-Estar estão evoluindo de uma tendência para uma estratégia de longo prazo. Nas próximas edições do Super Sets, vamos nos aprofundar na sua visão sobre os desafios do planejamento, dispositivos vestíveis, integrações tecnológicas e muito mais. Fiquem ligados!
Sobre o Mark Kovacs

Um executivo com uma trajetória diversificada nas áreas de esportes, saúde, bem-estar e hotelaria, com experiência única em liderança, gestão financeira e de pessoas, tecnologia, desempenho humano, nutrição, longevidade, hidratação e ciência do esporte. Fisiologista do desempenho, especialista/consultor em tecnologia do esporte e bem-estar, diretor de alto rendimento, cientista do esporte, pesquisador, professor, autor, palestrante e treinador, com ampla experiência em cargos de liderança em algumas das maiores entidades reguladoras do esporte e empresas globais. Experiência como executivo da Fortune 50, diretor do Gatorade Sport Science Institute, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Pepsico, diretor de Formação de Treinadores e Ciência do Esporte da Associação de Tênis dos Estados Unidos, diretor sênior de Ciência do Esporte e Saúde de uma franquia da NBA, consultor de Ciência do Esporte da NCAA, além de uma trajetória diversificada como atleta de tênis campeão All-American e da NCAA, treinador renomado, administrador esportivo e cientista. O Dr. Kovacs traz uma perspectiva única para grandes projetos na área de otimização do potencial humano, longevidade, administração esportiva, coaching executivo, desenvolvimento de instalações e inovação de produtos.
Dr. Kovacs atuou como consultor da Associação de Tênis dos Estados Unidos, do Seattle Mariners, da Federação de Futebol dos EUA, da NCAA, da ATP, da WTA, da ITF, da IMG Academy, da Universidade de Harvard, da Universidade de Princeton, da LSU, da UNC, da ASU, da Ga Tech, da Clemson, da Baylor e da USC, além de ter prestado assessoria e consultoria a mais de 20 departamentos esportivos da Divisão I da NCAA em diversos aspectos da ciência do esporte, projeto de instalações, desenvolvimento de equipes de alto rendimento e redução de lesões. Ele também é consultor de diversas empresas de nutrição e hidratação, tecnologia humana, dispositivos médicos e inovação, bem como de organizações de saúde, longevidade e bem-estar.
Responsável por orçamentos de vários milhões de dólares e pela gestão de centenas de funcionários em diversas áreas, incluindo pesquisa e desenvolvimento corporativo, bem-estar, longevidade, ciência do esporte, formação de treinadores, preparação física, desempenho e análise de dados, tecnologia vestível, entre outras áreas.